Atualmente existe mais consciência das perturbações que afetam crianças e adolescentes, o que nos permite identificar e intervir precocemente, mas também infelizmente sobrediagnosticar e agir depressa demais. Vivemos numa cultura do imediato! Pais, profissionais e escolas precisam de resolver as situações para ontem. Já ninguém aguenta a frustração, a incerteza, o andar passo a passo e por vezes precipitamos diagnósticos que ficam como “rótulos” para a vida e que trazem poucos benefícios a quem carrega com o peso desse fardo. É neste caminho de procura de diagnósticos e intervenções rápidas que muitas crianças se vêm medicadas em função de sintomas que nem sempre falam sobre o que se passa verdadeiramente. Aditi Shankardass, Neurocientista, defende que muitas perturbações do desenvolvimento e da aprendizagem estão insuficientemente ou erradamente diagnosticadas, com base exclusivamente numa perspetiva comportamental e é pioneira na utilização da tecnologia de EEG (perm...